Ilha deserta? Não, o editor está lá!

por equipe PORTAL DO CURTA

É possível editar um filme caseiro apenas com um computador que tenha um software de edição de vídeo instalado. Mas se o que você precisa é de um vídeo profissional, com qualidade, deve ter uma ilha de edição, com diversas outras máquinas específicas para esse fim. Mas, tudo depende do tipo de material que o editor tem em mãos. Há vários formatos que o diretor pode escolher para gravar seu filme, as câmeras podem captar em película (16mm ou 35mm), por processo analógico ou digital. No caso da edição dos filmes em película, é necessário primeiro convertê-los em arquivos digitais, através de telecinagem.

A edição pode ser dividida em dois tipos: linear e não-linear. A edição linear deve ser feita na ordem em que o filme deverá ficar, isto é, começando a editar da primeira cena e terminando naquela que será a última cena do filme. Se o diretor resolver, no meio do processo, mudar algo, a cena nova deverá ser gravada, na fita de vídeo, sobre a anterior, que precisa ser substituída. Porém, nesse caso, o editor pode precisar refazer grande parte do trabalho que já estava pronto. Esse tipo de edição é mais usada em programas ao vivo e DVDs de shows, por exemplo.

A mais utilizada em cinema é a edição não-linear, na qual a ordem em que se editam as partes do filme não importa, pode-se começar da cena inicial, ir para o fim e voltar quantas vezes o diretor quiser alterar o projeto. O editor corta e insere os pedaços do filme na “timeline” como desejar. E, surpreendentemente, esse tipo de edição é também o mais tradicional. No início, os filmes eram todos feitos em película, para a edição cortava-se (literalmente) a película e montavam-se os rolos de filme.

Na era digital, uma ilha de edição bem estruturada deve possuir: um computador com uma boa placa de vídeo com firewire, um ótimo processador, memória RAM e um software de edição, o ideal é que tenha compatibilidade de hardware e software para o desempenho adequado do equipamento. Além disso, é necessário um VT para capturar e assistir a uma fita MINIDV ou DVCAM; um monitor de referência, que pode ser de TV ou um monitor profissional (que tem cor e contraste melhores, entre outras coisas); uma placa de vídeo de captura; uma mesa de áudio, que pode ser de 4, 6 ou 8 canais e monitores de áudio.

O editor/ montador de um filme, para transformar o amontoado de cenas e sons em algo narrativamente coerente, que seja, ainda, interessante para o público, precisa munir-se desse vasto aparato técnico. Então, quem quiser ser um editor cinematográfico, já pode comprar seus equipamentos, ir para sua ilha de edição e começar a montar seus filmes!

Marcelo Macaue

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